...desde sempre...

Do começo ao fim E as coisas são assim, Um dia eu digo não e você diz sim, Noutro dia você nega e eu abro meu coração.
Então permanece a música, a ilusão Me confunde a lembrança, enfim, Passo meu tempo sonhando com o começo Você não preenche o meio, e fim.
Calo e você respira, falo e você ignora, Nada disso importa para você agora, Não converso com o você presente, Mas com aquele que há por vir.
E quando acordar não será mais a mim que estará ouvindo, Apenas a voz que permanece como um mantra Disperso na sua mente, a ecoar meus devaneios.
Loucuras de uma vida fina, seca, amarga e empobrecida Simplesmente esquecida de ser vivida, ignorada.
Lanço-me a esmo em busca de outros surdos Porque também não ouço nada além destas vozes, Perdidas no tempo e no esquecimento.
Vultos desfigurados e disformes, Cinzas que repousam sobre as cicatrizes, Lânguidos ruídos dos antepassados Que também fatigam meu espírito A aspergir suas herança aos que também são fracos.
Escrito por Fabiano às 00h01
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