...desde sempre...

 

Do começo ao fim

E as coisas são assim,
Um dia eu digo não e você diz sim,
Noutro dia você nega e eu abro meu coração.

Então permanece a música, a ilusão
Me confunde a lembrança, enfim,
Passo meu tempo sonhando com o começo
Você não preenche o meio, e fim.

Calo e você respira, falo e você ignora,
Nada disso importa para você agora,
Não converso com o você presente,
Mas com aquele que há por vir.

E quando acordar não será mais a mim que estará ouvindo,
Apenas a voz que permanece como um mantra
Disperso na sua mente, a ecoar meus devaneios.

Loucuras de uma vida fina, seca, amarga e empobrecida
Simplesmente esquecida de ser vivida, ignorada.

Lanço-me a esmo em busca de outros surdos
Porque também não ouço nada além destas vozes,
Perdidas no tempo e no esquecimento.

Vultos desfigurados e disformes,
Cinzas que repousam sobre as cicatrizes,
Lânguidos ruídos dos antepassados
Que também fatigam meu espírito
A aspergir suas herança aos que também são fracos.



Escrito por Fabiano às 00h01
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Fabiano Siqueira

Brasileiro
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28 jun
21h20min


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